sábado, 20 de julho de 2013

FRAUDE FINANÇEIRA

MP diz que TelexFree tenta manobra que pode prejudicar divulgadores
TelexFree. Crédito:  Divulgação
Uma matéria publicada no jornal A Gazeta, do Espírito Santo, sede da TelexFree, informa que a empresa está tentando deixar de ser uma Sociedade Limitada (LTDA) para se tornar uma Sociedade Anônima (S/A). Os donos da empresa dizem que é para gerar uma “maior transparência”. Os promotores afirmam que é uma manobra que pode gerar prejuízos para os divulgadores.
De acordo com os Ministérios Públicos que investigam o caso da TelexFree – que nesta quinta (18) completou um mês com as atividades suspensas por determinação da Justiça – a mudança permitiria transformar seus revendedores em sócios, “pulverizando” a culpa por “possíveis” crimes cometidos. Também ficaria mais difícil receber o dinheiro aplicado.
Os representantes da Ympactus Comercial – razão social da Telexfree – fizeram duas solicitações à Junta Comercial do Espírito Santo para transformar a empresa em S/A. O presidente da Associação do Ministério Público do Consumidor (MPCON), Murilo Moraes e Miranda, disse à Gazeta que este foi o mesmo procedimento usado em 2005 pela falida Avestruz Master, de Goiás.
Lembram da Avestruz Master? Ao lado da Fazendas Reunidas Boi Gordo, é considerada até agora o maior esquema de pirâmide financeira que surgiu no país. A empresa foi condenada a pagar uma indenização de R$ 100 milhões. Mas até hoje os consumidores não conseguiram executar a empresa para receber o que aplicaram no negócio.
“Os MPs do Brasil farão tudo pra impedir isso. É mais um sinal de ma-fé. A Avestruz Master tentou a mesma coisa antes de falir. Queria tentar abrir capital na Bolsa de Valores. O rombo foi de R$ 2 bilhões. Se conseguisse, poderia ser o dobro. Iam pegar o que já tinham de dívida e transformar em novo crédito para vender ações”, afirmou Murilo Moraes e Miranda.
Nova decisão
Foi divulgada nesta sexta (19) uma nova decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) contrária à TelexFree. O vice-presidente do STJ, Gilson Dipp, rejeitou uma nova ação que pedia a retomada das atividades da Ympactus Comercial Ltda. O pedido foi feito por advogado. Ele entrou com uma reclamação contra a decisão da Justiça do Acre de suspender as atividades.

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